Segunda-feira, 30 de Julho de 2007

As "primas" do mestre-de-obras, e... as Obras-Primas do Mestre...

 

... Ildefons Cerdà i Sunyer (Sant Martí de Centelles, 23 de Dezembro de 1815 - Caldas de Besaya, 21 de Agosto de 1876) foi um Engenheiro, Urbanista e Político Catalão responsável pelo Plano de extensão e reforma da cidade de Barcelona (Plan de Ensanche). Formou-se em Ingeniería de Caminos em Madrid no ano de 1841. Um dos fundadores do Urbanismo moderno.

Entre 1833-1835 seguiu os cursos de Desenho, Arquitectura e Matemática em Barcelona. Em 1835, muda-se para Madrid para estudar no Colegio de Ingenieros de Caminos, onde se forma em 1841. Entre 1841 e 1846, trabalhou em diversos projectos de construção de estradas. Em 1844 observa pela primeira vez o funcionamento de uma linha de caminho-de-ferro, facto que o deixa bastante impressionado. Passa a dedicar-se ao estudo das cidades, principalmente aquelas que serão servidas pelo sistema ferroviário.

Durante os anos 50, Cerdà começa seus estudos sobre a cidade de Barcelona e a sua ensanche (extensão). A cidade estava então limitada pelas muralhas antigas, que outrora a protegeram, mas começavam então a impedi-la de crescer. Em 1854, o governo decide oficialmente derrubar as muralhas, o que facilitaria na realização de um novo plano para a cidade.

O Plano Cerdà de extensão da cidade de Barcelona foi finalmente aprovado em Maio de 1860, após concurso realizado em 1859. Em 1859 Cerdà prepara a sua "Teoria da construção das cidades", uma versão revista e ampliada, a partir da teoria apresentada na memória de seu plano. Em 1860 recebe uma autorização para um estudo sobre o desenvolvimento e extensão da cidade de Madrid, (onde recentemente havia sido aprovado um outro plano de extensão, o Plan Castro). A sua "Teoria da viabilidade urbana" (resultado deste estudo) é publicada em 1861.

Em 1867 Cerdà publica o seu estudo mais notável - a "Teoria Geral da Urbanização" onde reformula e aperfeiçoa as suas teorias anteriores. Este estudo é considerado por alguns como o primeiro tratado moderno de Urbanismo.

Apesar de nunca ter usado o termo urbanismo, Cerdà usou o termo urbe para se referir de um modo geral às cidades e urbanização (urbanización) para designar a acção sobre a urbe. Destes termos muito próximos surgirá o nome Urbanismo no início do século XX.

Cerdà publicou extensos estudos sobre as cidades de Barcelona e Madrid, que incidiam sobre os mais diversos aspectos da cidade; indo desde questões técnicas (como a análise da rua e seus sistemas de infra-estruturas) até questões teóricas e territoriais, (como a ligação das cidades numa grande rede nacional).
O Plano de Extensão (Ensanche) de Barcelona é considerado a principal obra de Ildefons Cerdà. Em 1855 uma comissão da qual Cerdà faz parte, inicia os estudos de um plano de extensão para a cidade.
O principal objectivo do plano foi o de aumentar a área total da cidade, permitindo a sua expansão para além dos limites da antiga muralha, e permitir uma alternativa mais ordenada das ruas e dos quarteirões, em comparação com a "trama" confusa do centro histórico de Barcelona. A contenção da cidade nestes limites (da muralha) havia aumentado grandemente a sua densidade e criado problemas de comunicação com o exterior.

A base do plano é um sistema de vias e quarteirões que poderia estender-se indefinidamente, à medida que a cidade fosse crescendo. Cerdà cria uma hierarquia viária onde as pequenas ruas "desaguam" nas ruas maiores, que por sua vez "desaguam" nas grandes avenidas. Para explicar este conceito hierárquico, Cerdà utiliza a analogia dos pequenos rios desaguando nos rios cada vez maiores e mais largos. Cerdà define claramente desta forma o sistema viário, bem como os quarteirões e os espaços contidos entre as vias. Assim, reforça a noção de que os quarteirões e vias formam uma estrutura única e inter-dependente.

O Plano é hoje conhecido principalmente pela sua representação gráfica com a sua quadrícula característica. Esta, no entanto, é mal compreendida e vista como uma grelha simples, que se estende a partir dos limites da cidade antiga. O plano apresenta um sistema completo que distribui parques, indústria, comércio e residências de forma equilibrada. As avenidas principais formam estruturas que coordenam a expansão dos quarteirões.

Os quarteirões, actualmente estão preenchidos em todos os seus lados, embora tivessem sido idealizados como quarteirões abertos, que permitiam um maior fluxo de pessoas e de ar pela cidade, ou ainda com a possibilidade de serem preenchidos por áreas verdes.

Tão importante quanto os desenhos é, também, o sistema teórico desenvolvido por Cerdà e apresentado na memória da proposta:

 

-A cidade funciona em torno do duplo conceito: movimento e repouso;
-A rua deve fornecer redes de infra-estruturas, permitir o transporte e possibilitar a circulação do ar e iluminação das casas;
-O conceito de hierarquia do sistema viário representa a importância do quarteirão e das próprias vias, na estrutura da cidade;
-O sistema de transportes é um elemento fundamental para o funcionamento da cidade;
-O plano deve possibilitar a expansão ilimitada da cidade;
-Deverá haver uma "ligação" entre a cidade antiga e a nova zona de expansão.

 

Cerdà. Vista aérea de Barcelona. Plano de Cerdà para Barcelona.”

publicado por: Pangea às 23:55
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

As "primas" do mestre-de-obras, e... as Obras-Primas do Mestre...

 

... Imhotep misto de Arquitecto, Médico e Mago. Os antigos egípcios deificaram-no, identificando-o com Esculápio, Deus da medicina. É o primeiro Arquitecto cujo nome, é conhecido por meio de documentos históricos escritos. Viveu no século XXVII a.C., tendo sido vizir ou ministro-chefe de Djoser, o segundo rei da terceira dinastia egípcia.

Imhotep arquitectou uma das maiores pirâmides do Egipto - a pirâmide de Sakara, com seis enormes degraus, e que atinge aproximadamente 62 metros.

O estudioso britânico Sir. William Osler (séc. XIX) disse sobre Imhotep: - a primeira figura de um médico a surgir claramente das "névoas" da antiguidade.

Nos filmes, Imhotep é o antagonista da série de filmes "A Múmia" e "O Regresso da Múmia", nos quais obtém a reencarnação por meio de antigos rituais egípcios e, assim, desencadeia uma série de desventuras para os protagonistas da história. É importante, porém, lembrar que a "figura" maligna e vingativa apresentada no filme, em relação a Imhotep não é de modo algum real e não tem correspondência histórica.

 

“Figura e Estátua de Imhotep. A pirâmide de Sakara, com seis enormes degraus.”

publicado por: Pangea às 23:48
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Terça-feira, 24 de Julho de 2007

Ouvi dizer que... A região com mais trovoadas

 

Tornados e, ... Raios.

No nosso planeta, é nos trópicos e nas regiões próximas dos mesmos. Ocorem aí, todas as noites do ano, mais de três mil trovoadas.

Os ventos mais fortes de uma tempestade são geralmente em espiral à volta de um tornado provocando sempre grandes prejuizos; pensa-se que atinjam velocidades na ordem dos 800 Km/h.

Os tornados, são normalmente, tempestades que se deslocam a cerca de 65 Km/h e têm "apenas" 200 m de diâmetro.

Os raios que se observam nas grandes tempestades (os mais rápidos) deslocam-se a 140 000 Km/s.

publicado por: Pangea às 23:51
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Domingo, 22 de Julho de 2007

As "primas" do mestre-de-obras, e... as Obras-Primas do Mestre...


... Senemut era um Arquitecto da 18ª Dinastia do Egipto (Séc. XVI a.C).

Senemut nasceu no seio de uma família provincial letrada. Filho de Ramose e Hatnofer de Iuni.

Em virtude dos seus pais terem sido enterrados no mesmo túmulo, dá-nos algumas informações sobre a vida desta personalidade, nomeadamente o facto de não ter pertencido à realeza.

Alguns egiptólogos pensam que Senemut começou por desempenhar as suas funções no reinado de Tutmósis I, sendo mais provável ter sido durante o reinado de Tutmósis II, ou... quando Hatshepsut estava no poder.

Depois de Hatshepsut ter sido coroada, foram atribuídos a Senemut cargos mais importantes, tendo sido inclusive promovido a vizir.

Senemut chefiou o transporte dos materiais para duas "colunas" gémeas da entrada do Templo de Karnak, bem como a sua construção. Actualmente, uma delas continua de pé.

A obra mais grandiosa de Senemut foi o Templo de Hatshepsut em Deir el-Bahri. Foi construído na margem direita do Nilo à entrada do Vale dos Reis. Djeser-Djeseru, uma estrutura de colunas do Templo e harmoniosamente concebida, foi desta forma um dos seus projectos mais ambiciosos. Djeser-Djeseru é constituído por uma sobreposição de terraços enormes adornados com múltiplos jardins. Este monumento é considerado por muitos um dos maiores empreendimentos da Antiguidade, constitui uma visão impressionante, tendo sido talhado parcialmente na rocha, e a visão do mesmo funde-se na grandeza da encosta calcária que lhe serve de apoio.

Não se sabe onde Senemut foi sepultado. Foram-lhe construídos dois túmulos, um em Luxor e outro junto a Deir el-Bahri, perto do Templo de Hatshepsut. Ambos os túmulos foram vandalizados durante o reinado de Tutmósis III, numa "campanha" de difamação e profanação à memória da antiga rainha Hatshepsut.

 

“Duplo Retrato de Senemut. Djeser-Djeseru, Templo de Hatshepsut em Deir el-Bahri.”

publicado por: Pangea às 23:47
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007

Ouvi dizer que... A maior diferença altimétrica

 

“Localização da Fossa das Marianas. O Everest visto de Kala Patthar.”


No nosso planeta, é de quase 20 Km.

A Fossa das Marianas é o local mais profundo dos oceanos, atingindo 11.034 metros de profundidade. Localiza-se no Oceano Pacífico, a este das Ilhas Marianas, na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas.

O fundo da fossa das Marianas foi atingido em 1960.

A maior Altitude é de 8.848 metros (Última medição oficial entre Março e Junho de 2005). O Everest (ou Evereste) é a montanha mais alta do mundo. Está localizado na cordilheira do Himalaia. Situa-se na fronteira entre o Nepal e o Tibete (China). Em nepalês, o pico é chamado de Sagarmatha (rosto do céu), e em tibetano Chomolangma ou Qomolangma (mãe do universo).

publicado por: Pangea às 23:34
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