Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

DUBAI - Cidade Relâmpago I

Um Sonho Febril do Futuro nasce nas areias do Dubai.

DUBAI: Sonho e Realidade Legislação favorável e investimento rápido em infra-estruturas permitiram que a economia se expandisse além do petróleo, Actualmente responsável por apenas 6% do PIB. Os projectos imobiliários ocupam uma extensão cada vez maior do golfo.



 

 

Palmar Jebel Ali – Este Palmar será formado por casas assentes sobre estacas, dispostas de modo a soletrar um poema do xeque Mohammed : “ Aprendam a sabedoria dos sábios... É preciso um homem com visão para escrever sobre a água.”

 

Palmar Jumeirah – Em apenas 72 horas, os compradores “arrebanharam” as casas do primeiro dos três palmares projectados.

 

O Mundo – As 300 ilhas deste arquipélago artificial formarão um mapa do mundo. Ilhas inteiras serão vendidas por um preço médio de 22.8 milhões de Euros.

 

Palmar Deira – Prevê-se que este palmar gigantesco minimize os seus dois predecessores, abrangendo uma área maior do que a cidade do Porto.

 

“Um pescador empilha covos para a pesca, perto do Burj al -Arab , o hotel mais alto do mundo. Num ápice, os governantes da cidade transformaram este antigo porto de pesca num oásis do Médio oriente.”

 

 

“O xeque Mohammed bin Rashid al Maktoum liderou a transformação deste reino: Vilarejo de pescadores em paraíso fiscal e capital mundial reluzente de excessos.”

 

Era uma vez um xeque sonhador. O seu reino, na costa do golfo Pérsico, era composto por uma aldeia adormecida e tórrida, habitada por pescadores, mercadores e apanhadores de pérolas. Eles atracavam os seus dhows e barcos de pesca junto a um ribeiro que serpenteava pelo meio da povoação. Porém onde outros viam apenas um riacho de águas lodosas, o xeque Rashid bin Saeed al Maktoum viu uma estrada para o mundo.


Em 1959, ele pediu muitos milhões de dólares emprestados ao seu vizinho produtor de petróleo, o “rico” Kuweit . Queria dragar o ribeiro, torná-lo mais largo e profundo para facilitar a navegação. Construiu docas e armazéns, projectou estradas, escolas e casas. Enlouqueceu, pensaram alguns. Mas Rashid acreditava no poder da iniciativa. Às vezes, ao amanhecer, ele passeava com o seu filho, o jovem Mohammed , pelas docas e “pintava” no ar, o seu sonho com palavras e gestos. E assim foi. Ele construiu, as pessoas vieram.

 

“Rua do Xeque Zayed (1990) não era mais do que uma extensão desértica. Actualmente as oito faixas de rodagem servem os arranha-céus.”


Seu filho, o xeque Mohammed bin Rashid al Maktoum , hoje governador do Dubai, junto ao riacho construiu os seus próprios sonhos imponentes e transformou a visão original do seu pai num mundo fantástico de arranha-céus iluminados e arejados, habitados por cerca de 1 milhão de pessoas. O “pequeno” Dubai ao estilo de Manhattan, tem agora um porto de classe internacional e gigantescos centros comerciais, livres de impostos aduaneiros. Atrai hoje mais turistas que a Índia, mais navios do que Singapura e mais capital estrangeiro do que muitos países europeus. Pessoas de 150 países foram viver e trabalhar para este território. O Dubai construiu ilhas artificiais, algumas em forma de palmeiras, para alojar os mais ricos. A sua taxa de crescimento económico é de 16% ao ano, quase duplica a da China. As gruas da construção recortam o horizonte, como pontos de exclamação.

 

Dubai é também um raro exemplo de sucesso no Médio Oriente, tão marcado por histórias de fracassos e estagnação. Num momento em que o mundo islâmico se esforça por se adaptar à modernização, vale a pena perguntar se o Dubai representa uma ofuscante anomalia ou um modelo passível de ser copiado por outros países árabes. - É uma questão pertinente.


Parte I - Dubai, cidade relâmpago.

publicado por: Pangea às 21:48
link do post: | adicionar aos favoritos:
Domingo, 10 de Junho de 2007

CHINA - Cidades Instantâneas II


... entretanto O solo cultivado vai desaparecendo.

"... entretanto O solo cultivado vai desaparecendo."

Wang e Gao - os Senhores dos Anéis (continuação)


No primeiro andar juntaram-se mais um empreiteiro e um ajudante. Não havia arquitecto nem projectista, e ninguém trouxera régua ou fio-de-prumo. O Patrão Gao começou a distribuir cigarros da marca 555. Tinha 33 anos, cabelo à escovinha e um semblante nervoso que piorava quando o seu tio andava por perto. Depois de todos acenderem os cigarros, o jovem pegou numa caneta e num pedaço de papel que tirou da sua mala que trazia a tiracolo.

 

Primeiro, desenhou as paredes exteriores da sala. Depois, começou a projectar; cada traço representava uma parede a construir, e a fábrica começou a tomar forma aos nossos olhos. Desenhou duas linhas no canto sudoeste: a futura sala das máquinas. Contíguo a ela, um laboratório de química, seguido de um armazém e de uma sala das máquinas secundária. O Patrão Wang, seu tio, analisou a página e calmamente observou: "Não precisamos dessa sala".

Conferenciaram um pouco e resolveram riscar a sala da planta. Em 27 minutos concluíram o projecto do piso térreo. Passamos ao andar de cima. Mais cigarros. O Patrão Gao virou o papel e preparou-se para desenhar.

”Isto é muito pequeno para um escritório.” Em 23 minutos, projectaram um escritório, um átrio e três salas de visita para os gerentes da fábrica. No andar de cima, os dormitórios dos trabalhadores levaram-lhes mais 14 minutos a projectar. Ao todo, elaboraram a planta de uma fábrica de 2 mil metros quadrados, de cima a baixo, em uma hora e quatro minutos. Gao entregou o pedaço de papel com as plantas ao empreiteiro. O homem perguntou-lhes para quando queriam o orçamento.

"Que tal hoje à tarde?" O empreiteiro olhou o relógio. Eram 15h48. "Não consigo fazer assim tão rápido", respondeu. "Tudo bem; então amanhã de manhã", conformou-se o Patrão Gao.

Discutiram sobre os materiais: tinta, cimento, areia. "Queremos as portas de 10 dólares" (7.36 €), disse o Patrão Wang ao empreiteiro, que era natural de Lishui. "E não tente enganar-nos usando material mais barato. Faça um bom trabalho agora, e nós voltamos a contrata-lo. É assim que se ganha dinheiro em Wenzhou. Entendeu?"

Parte II - China, cidades instantâneas.

publicado por: Pangea às 20:43
link do post: | adicionar aos favoritos:
Sábado, 9 de Junho de 2007

CHINA - Cidades Instantâneas I


Na “auto-estrada” do progresso, a China ignora os  limites de velocidade. As Cidades multiplicam-se pelo mapa do país, como um vírus  cartográfica contagiante. Um repórter e um fotógrafo registram meses desse frenesim empresarial.


Cidades imparáveis -  Para  criar  uma zona fabril com 14.5Km2, os Eng.os arrasaram 108 cumes de montanhas. Com o objectivo de duplicar a população de Lishui até 2020, alcançando meio milhão de habitantes, os responsáveis pelo planeamento urbano tencionam abrir uma segunda zona de desenvolvimento, a exemplo de muitas outras cidades chinesas. 

"Cidades imparáveis -  Para  criar  uma zona fabril com 14.5Km2, os Eng.os arrasaram 108 cumes de montanhas. Com o objectivo de duplicar a população de Lishui até 2020, alcançando meio milhão de habitantes, os responsáveis pelo planeamento urbano tencionam abrir uma segunda zona de desenvolvimento, a exemplo de muitas outras cidades chinesas."

 

Wang e Gao - os Senhores dos Anéis

 

Às 14h30, os Patrões começaram a projectar a fábrica. O edifício de três andares arrendado estava completamente vazio: paredes brancas, piso livre, porta da frente sem fechadura. Entrava-se e saía-se à vontade. A mesma liberdade verificava-se em todo o resto da Zona de Desenvolvimento Económico de Lishui . Os edifícios vizinhos também eram invólucros vazios, e ladeavam uma rua de terra batida que apontava para uma auto-estrada inacabada. Painéis para outdoors reflectiam o céu, vazios, anunciando apenas a luz do Sol de fim de Outubro .

Wang Aiguo e Gao Xiaomeng tinham percorrido de automóvel os 128 quilómetros desde Wenzhou , cidade na costa sudeste da China. Eram parentes, tio e sobrinho, e chegaram a Lishui para montar um novo negócio. "Toda esta área acaba de ser aberta", explicou Gao quando se encontrava junto à porta da fábrica. Wenzhou já foi assim, mas agora, lá está muito caro, ainda mais para uma firma pequena. Um lugar como este hoje é melhor."

Parte I - China, cidades instantâneas.

 

publicado por: Pangea às 15:05
link do post: | adicionar aos favoritos:

.Curiosos

.Horas, Minutos e ... Segundos

.autor:


. como fui, e ... como sou

. 1 seguidor

.- curioso? - procure aqui:

.Agosto 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
17
18
19
21
22
23
24
26
27
28
29
30
31

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.recém-nascidos:

. DUBAI - Cidade Relâmpago ...

. Ouvi dizer que... A inten...

. CHINA - Cidades Instantân...

. As "primas" do mestre-de-...

. As "primas" do mestre-de-...

."torre do tombo":

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

RSS
blogs SAPO

. - Jackpot 28 ou... Hit Parade 56.

. ...na hora

.faça chuva ou faça sol ...

Weather Forecast | Weather Maps

.Curiosos desde 9.6.2007